por uma vida menos ordinária
eu também vou reclamar:


Vamos brincar de viagem?



Brincando/Belô Velloso

"Eu faço mar
Você barco
Vamos brincar de viagem
Eu sou remo
Você âncora
No mar precisa coragem
Eu sou vela
Você mastro
Vamos correr pra outra margem
Eu faço mar
Você barco
Vamos brincar de viagem

Eu canto na maré cheia
Você na maré vazante
Nada importa vamos nós
Brincando de navegantes
Eu sou vela
Você mastro
Vamos correr pra outra margem
Eu faço mar
Você barco
Vamos brincar de viagem"





**Poema do Vem

- Vamos?
- Praonde?
- Correnteza!
- Quem comanda?
- Tanto faz!
- Quem vai?
- Eu, você e nada mais!

- Mas vai ficar só no papel?
- Se for pro barco, sim!
- Mas e se tiver tormenta?
- Só não ficar longe de mim...
- E se afundar?
- A gente casa no fundo do mar!
- Eu tenho medo de tubarão...
- Ah esquece então.
- Nhá...
- Só quero brincar neném, brincar de viagem! Pára de viadagem!
- ...
- Vem!





eu também vou reclamar:


Envejecer



Larbanois Carrero
Cuanto trabajo


"Vi quedarse sola
dejando abierta
la puerta de los años
la vi saberse bella
La vi quedarse sola
con cuatro hijos a cuestas




Cuanto trabajo para
una mujer saber
quedarse sola
y envejecer




La vi doblar despacio
su sedal, derecha
La vi poner el hombro
sin bajar la cabeza
Y colocar sudores
con nombres y con fechas
La vi quemar el agua
La vi mojar el cuerpo
La vi crecer las manos
velando nuestros sueños
mi madre fue mi padre
mi luz y mi alimento."

*****

Tenho as idades de todas as idades,
os frutos de todas os trabalhos,
as lágrimas de todas as mulheres,
a luta por todos os direitos,
tenho corações fora do peito,
as palavras de todas as linguas,
as linguas de todos os povos,
os suspiros que são os mesmos,
E pensar que ainda estou nascendo!





Soy la America asi como vos, hermano!
Besa tu tierra, tu madre, y tu vida,
pues todo que empieza, termina.


***Estás envelhecendo ou crescendo?


eu também vou reclamar:


El Poncho y la Corbata





por María Galindo

Nosotras aceptamos el desafío que se abre de plantear al Estado como el escenario para muchas cosas importantes y en ese contexto haremos las propuestas que venimos cocinando por años, pero al mismo tiempo sabemos que la calle es un escenario no estatal y que la esperanza está siempre escondida en la autogestión de los movimientos, en la capacidad de organizarse y de construir relaciones que no pasen por el Estado, más aún para las mujeres en la construcción de un sujeto político con voz propia.

[...]

El Poncho es del indio y la corbata es del caballero. Y la Patria no es madre sino Padre y no representa la sociedad, sino el poder.
Salta a los ojos sin disimulo no la exclusión de las mujeres, sino el uso servil de cientos de nosotras en las tareas históricas que las izquierdas nos han reconocido por siempre y hoy los indigenismos perpetúan; lavar, cocinar, servir y organizarlo todo con silencio de mudas, con emoción de sumisas, con paciencia de esclavas y por supuesto con devoción de amantes que aportan con placer las noches del caudillo y sus comitivas de turno.

Claro que esto es cosa menor por supuesto que ningún periódico lo comenta y que ningún analista lo resalta, porque nadie lo ve.

Y sobretodo porque en ningún lugar en el mundo, ni en el Norte ni en el Sur, se concibe un otro lugar para las mujeres en el cambio social y sobretodo un otro cambio social.

****

¿Donde están las polleras?

(esse texto será traduzido em breve, não se desespere)

eu também vou reclamar:


Pirulito



Meu coração vermelho com palito
tem diminuído com o tempo
Como aqueles de pirulito
que a gente pega e vai mordendo
Mas não dói não!
O meu nunca reclamou!
Mas uma hora acaba né
E fica um gostinho na boca...
O resto a gente joga no lixo
E esquece que um dia comeu
Lá se vai meu pirulito,
Doce barato que um dia foi seu.

Clara Cuevas




***Salvem os docinhos!!!


eu também vou reclamar:


Veja que mentira!



***Carta do embaixador da Venezuela Julio García Montoya ao editor da veja Sr. Roberto Civita:

Brasília, 06 de fevereiro de 2006

Sr. Roberto Civita
Editor
Revista VEJA

Senhor Civita, permita-me iniciar esta carta com o reconhecimento à tenacidade com que seus colunistas se dedicam à tarefa de impor a verdade da mídia. Nisto, tenho certeza, seriam a inveja do mesmo Joseph Goebbels. Não obstante, permita-me também lhe aconselhar que diminua o esforço para o bem da saúde mental de seus escreventes, uma vez que o mundo que lê VEJA está convencido de sua ária pureza jornalística, de que vocês, dentro do mais tradicional esquema de jornalismo conservador ¿tanto na técnica como no conteúdo- se sentem donos da verdade. Já sabemos, senhor Civita, que dentro de VEJA transita o dogma e a fortaleza própria do invulnerável, que qualquer coisa que esteja fora de sua linha ou do seu âmbito ideológico é errada, que vocês estão convencidos -e são capazes de morrer por isso- de que nada diferente do que escrevem pode existir fora de suas linhas.

É óbvio, senhor Civita, que VEJA é mais que uma simples revista. VEJA é um templo sem sacerdotes, ali só há deuses, pois somente os deuses geram verdades inquestionáveis. Esta condição divina é notória, por exemplo, nas fotografias que acompanham as colunas. Veja o senhor, repare bem, na postura esnobe de Tales Alvarenga, ou no olhar onipotente de Diogo Mainardi. Coitado de quem entrar no âmbito de sua ira! Será condenado para sempre ao inferno!

Ou não é verdade que somente eles conhecem aquilo que adoece o mundo e são capazes de condená-lo?

É, senhor Civita, também sabemos. Sabemos que a Veja condena sem julgar, porque a verdade da mídia não requer trâmites desta índole, nem está aí para isso, não é? Digo, para julgar, porque o jornalismo ¿ segundo ensina a filosofia da comunicação e todos os códigos da ética- não está projetado para ser juiz, senão para se dedicar à tarefa de mostrar os diversos ângulos da realidade que é apresentada ao mundo e deixar que sejam outros os que julguem.

Mesmo assim, devo confessar-lhe que também não acredito muito nisto e que estou mais próximo de admirar um jornalismo menos frio e objetivo, a um jornalismo que não transforme os fatos humanos em simples coisas de tipografia, tinta e papel. Devo confessar-lhe que, igualmente a no meu país, prefiro um jornalismo mais combativo, distante dessa ficção que denominam ¿objetividade jornalística¿ e próximo àquela pro atividade ética que já indicava John Dos Passos na sua novela Paralelo 42 ¿ que acredito que o senhor tenha lido alguma vez -: ¿o anelo de todo jornalista era desentranhar o significado exato de toda mudança operada na realidade¿.

Vê, senhor Civita, Dos Passos escreve ¿o significado exato¿, nós nos perguntamos de imediato de que se trata isso? E ficaríamos órfãos de entendimento a respeito se não tivéssemos a capacidade de relacioná-lo com essa maravilhosa palavra que é ¿desentranhar¿, que significa, dentre outras cosas, averiguar, penetrar o mais difícil e escondido de uma matéria.

Cobra uma melhor e mais digna dimensão profissional e ética com isto a tarefa jornalística, não é assim, senhor Civita? Veja, o jornalista é uma pessoa que se submerge na realidade dos fatos, esquadrinha as suas entranhas, examina os detalhes, se desliza com sigilo entre as aristas, observa atento seus diversos ângulos e os traz todos até a superfície, para dar a oportunidade de que qualquer um que passe perto de suas bordas possa senti-las e armá-las como uma realidade mais ou menos objetiva, mas principalmente humana.

E eis aqui um dos significados da palavra ¿desentranhar¿ de que mais gosto, aquele que a apresenta como um ato voluntário de desapropriação. Nada mais humano do que desapropriar-se de tudo que se tem e se conhece para entregar ao outro com a vontade ética, social e humana que possa ajudá-lo a compreender.

Lástima, senhor Civita, mas não vejo isto no olhar dos seus colunistas, pelo menos nesse que mostram as fotografias que acompanham suas colunas.

O que é bem certo é que VEJA também não crê nem pratica o contra-sentido da objetividade jornalística. O terrível é que também não responde a isto com sentido ético, porque para VEJA o mundo adoece de um mal universal: tudo o que é sensivelmente humano fede.

É por isso que entendemos esse afã por listar nomes que, repito, desde sua ária pureza jornalística, são indesejáveis, imprescindíveis, tolos, tiranos e vagabundos que devem ser exterminados para o bem do mundo que VEJA representa, um mundo uníssono, que avança na direção de um cenário globalizado de conseqüências únicas, perfeitas e sem objeção, onde uma nova religião começa a concretizar-se com rezas e acordos de compra e venda. É por isso que para vocês nosso presidente Hugo Chávez leva uma lista longa de qualificativos indesejáveis, como tirano, ditador, assassino, populista, palhaço, louco, etc, e Bush, George W. Bush, o mesmo da guerra no Iraque, é apenas um homem preocupado pela harmonia e a paz do mundo.

Pois bem, senhor Civita, nesta nova carta que agora lhe envio ¿ e que sei que não será publicada na Veja -, além de expressar-lhe os sentimentos acima descritos quero também aproveitar para fechar com duas coisas importantes.

A primeira é a formulação de uma queixa oficial contra sua empregada Daniela Pinheiro, quem entre a grande quantidade de mentiras que escreve no seu artigo ¿Com dinheiro do povo¿, edição N° 1941 de 01 de fevereiro de 2006, assegura que ¿o embaixador da Venezuela admitiu na semana passada que é possível que Chávez assista ao desfile da Marquês de Sapucaí¿, quando na realidade o que foi dito foi que era pouco provável que o presidente assistisse ¿mas é claro, tudo vale quando se trata de jornalistas que não se apegam à objetividade, mas sim à interpretação jornalística pouco desapropriada de interesses¿ serão econômicos ou ideológicos? - pode o senhor sanar esta dúvida, senhor Civita?

A segunda é uma simples recomendação, e a inicio com uma pergunta: ouviu o senhor alguma vez Alfredo Bryce Echenique quando se refere à posição humana do homem diante da vida e da realidade? Repare, ele disse a respeito, que ¿na vida, a única objetividade possível é a subjetividade bem intencionada¿. Nós cremos no mesmo do jornalismo, cremos que este é o sentido exato que deve praticar-se nesta profissão frente a esse contra-sentido da objetividade a secas. Por quê? Simples. Porque o jornalismo não é um templo de deuses, mas uma praça de vizinhança.

Julio García Montoya

Embaixador




¡CHEVERE! ¡Uh Uh!


eu também vou reclamar:


Árvores são poemas que a
terra escreve para o céu.
Nós as derrubamos e as
Transformamos em papel
Para registrar todo o nosso vazio.


Khalil Gibran


E de nós o que fazemos?
Às vezes queimadas;
frutas vazias,
Às vezes verso sem rima;
sem semente,
Às vezes árvore de natal;
sem vida, sem gente;
Às vezes uma muda...

E muda pra sempre.

Clara Cuevas



***Clarita, se você fosse uma árvore seria um Bonsaizinho...



eu também vou reclamar:


Pedaços de Clara




***Frases soltas do meu caderno velho:


*Sabe, amanhã é dia de vestibular. Se passo, passo. Se não passo, morro. Se morro passo dessa pra uma melhor.
Então é melhor passar ou não passar? Você não sabe mas eu tô com um aperto estranho no coração.
Uma tristezinha chata. Uma solidão peralta.



*Não é medo de ficar pra tia, é necessidade de amar mesmo. Quando foco o amado, amo-o a ponto da vítima ser
a mais bem amada de todos os tempos. A felicidade está inclusa. O problema é se o cara tá preparado pra ser feliz,
a partir daí começa minha frustração...

*Eu não amo ninguém de fato
nesse sentido de gostar
Sou áspera e amarga
Não como as velhas amargas dos cigarros com filtro
Envelhecidas pelo desdém da vida
pelo preço amargo da solidão.
Elas pelo menos são ricas falidas
Eu não.





*Beber cerveja, catar mulher
Assim fazem(ou tentam) os piás
Sucessivamente.

*Tormenta
é o que mata o sustento
bivalente e coerente.
Faz sentido metade ser semente
Desprezando a fama e fugindo da dor.
Mas a outra metade não foge da imagem,
e por mera vontade vira flor.


*Não entendo o homem que se queixa de não ter encontrado o que buscava.
Parece um morto.


*Todo oco

Onco, tumor

Escárnio, vazio

Puro DISSABOR.


Que coisa cretina...


*LIGUE O FODA-SE

E LIBERTE-SE

DE TODA MAQUIAGEM E HIPOCRISIA

DE TODA REALIDADE DESSA NÃO-VIDA

QUE VOCÊ PENSAVA

QUE ERA O MELHOR QUE VIVIA.




Clara Cuevas


eu também vou reclamar:


" Luceros"



Sangue Latino

Jurei mentiras e sigo sozinho
Assumo os pecados
E os ventos do norte não movem moinhos
E o que me resta é só um gemido
Minha vida, meus mortos, meus caminhos tortos
Meu sangue latino
Minha alma cativa
Rompi tratados, trai os ritos
Quebrei a lança, lancei no espaço
Um grito, um desabafo
E o que me importa é não estar,
E o que me importa é não estar,
E o que me importa é não estar vencido



***America Latina
Raúl Lavié

Mi cuate, mi socio, mi hermano,
aparcero, camarado, compañero,
mi tata, m'hijito, paisano...
He aqui mis vecinos,
he aqui mis hermanos.

Las mismas caras latinoamericanas
de cualquier punto de America Latina:
indoblanquinegros,
blanquinegrindios,
y negrindoblancos.

Todos se quejan:
'Ah, si en mi pais no hubiese tanta politica!'
'Ah, si en mi pais no hubiera gente paleolitica!'
'Ah, si en mi pais no hubiese militarismo!'
'Ni oligarquia, ni chauvinismo, ni burocracia,
ni hipocresia, ni clerecia, ni antropofagia!'
'Ah, si en mi pais...!'

Alguien me pregunta de donde soy
y yo lo contesto lo siguiente:
Naci cerca de Cuzco,
admiro a Puebla,
me inspira el ron de las Antillas,
canto con voz ARGENTINA,
creo en Santa Rosa de Lima,
y en los frichas de Bahia.

Yo no coloree mi continente,
ni pinte verde a Brasil,
amarillo a Peru y roja a Bolivia.
Yo no trace lineas territoriales
separando al hermano del hermano.

Poso la frente sobre el Rio Bravo,
me afirmo petreo sobre el Cabo de Hornos,
hundo mi brazo izquierdo en el Pacifico
y sumerjo mi diestra en el Atlantico;
por las costas de Oriente y Occidente,
doscientas millas entro a cada Oceano;
sumerjo mano y mano
y asi me aferro a nuestro Continente,
EN UN ABRAZO LATINOAMERICANO




eu também vou reclamar:


" Por las estrellas"



**Eu saí buscando a lua e eis que amanheceu e descobri o sol.


"Dile a la luna que hoy me voy a dormir alla
Caminando por las estrellas
Que prepare una sopa exquisita
Caminando por las estrellas
Quiero gitanos y hoguera bonita
Caminando por las estrellas
Quiero vino con frutilla
Caminando por las estrellas
Quiero cantar las musicas más lindas
Caminando por las estrellas
Si no llego no te preocupes
Caminando por las estrellas
No llego hasta la luna no puedo
Caminando por las estrellas
No veo la luz de ella
Caminando por las estrellas
No se otro camino
Caminando por las estrellas
Que me quemo en la hoguera
Caminando por las estrellas
Que esta frio alla a fuera
Caminando por las estrellas
Que tengo miedo
Caminando por las estrellas
Que se que me perdi
Caminando por las estrellas."

Clara Cuevas




Perdi o sono e saí andando.
Tudo era leve e tranqüilo.
Sorriso multicolorido.
Fome de compreender.
De me integrar a terra que beijo
e que um dia me integrarei mesmo.
Mas até lá são os sonhos que me levam
e por culpa deles hoje não dormi.


***Talvez seja culpa do mate...Mais chá?


eu também vou reclamar:


"Cuidadito"




***¡Hablemos el mismo idioma dáme la mano mi hermano!


Foi você que descobriu o mais novo super ultra mega tira-manchas do mercado ou foi o mercado internacional que
descobriu mais um consumidor otário pra explorar?


Foi o europeu alvo e conquistador que descobriu uma América pagã e sem modos, ou foi a América que descobriu a
varíola, o estupro e a guerra?
A história é contada por quem e como convém por isso dados importantes são alterados e omitidos de acordo com
o público alvo (geralmente o consumidor do tira-manchas).
O sistema colonialista entrou em declínio de acordo com a ascensão da autonomia mental dos povos.
As independências foram conseqüências claras disso. Túpac Amaru no Peru e Francisco Miranda na Venezuela lutaram
contra a opressão metropolitana mas apesar dos esforços não foi o suficiente. Só em 1817 com a "alva" ajuda dos E.U.A
e Inglaterra , Simón Bolívar e José de San Martí conseguiram libertar a maior parte da América Latina da opressiva e injusta
colonização Ibérica. Alva ajuda que foi perdida quando Simón em 1826 do Congresso do Panamá reafirmou as intenções
de unificar a América Latina e assim fazê-la uma potência justa e forte. Foram essas palavras que fizeram torcer o nariz das
potências "amigas" até então e as forçaram (pobrezinhas) a desestabilizar a América Latina inserindo capital estadunidense
e inglês as oligarquias recém instaladas na América como a brasileira, oligarquia comprometida com a monarquia escravista
de D.Pedro I.
As influências estadunidenses também fizeram fragmentar a unidade formada pela América Central e México chamada
"Províncias Unidas da América Central", o que levou a formação de repúblicas autônomas a partir de 1938 como a Guatemala,
Honduras, El Salvador, Nicarágua e Costa Rica. Repúblicas que depois foram abandonadas e até hoje sofrem por culpa de guerras
civis e do descaso internacional.


Como você se sentiria se sua pátria fosse chamada de "quintal dos E.U.A" e se você visse ainda este quintal virando
um terreno baldio?


Os novos estados estavam livres do ponto de vista do pacto colonial mas estavam presos à dependência econômica agora
submetida.
Tudo isso fez com que os países latino-americanos lutassem "cada um por si" em busca de sua soberania (convenhamos é o
mínimo que uma nação há de ter, é como se tivéssemos que implorar pelo amor de deus pra nascermos com dois braços e
duas pernas).
Essas lutas fizeram com que alguns países se distanciassem, mesmo elas sendo pelos mesmo ideais e contra os mesmos
demônios que apenas mudavam de nome.
Cá estamos com o desenvolvimento e o subdesenvolvimento impregnados nos mesmos países. Com mais de um milhão de
latinos pobres que sofrem preconceito e que fazem o trabalho sujo que o estadunidense não quer fazer na mesma terra do
Tio Sam e com a xenofobia aflorada contra os nordestinos que fazem o sudeste funcionar.
Ser paraguaio não quer dizer ser muambeiro e brasileiro não é preguiçoso, assim como ser cocaleiro não quer dizer ser
"funcionário do narcotráfico".
Se queremos uma América justa longe dos conceitos externos de "democracia" e certo e errado temos que derrubar os
nosso preconceitos e olhar para a América como um todo.
Temos que nos olhar como irmãos. Por que isso é o que somos. Se a distância entre os corações diminui, já estamos
num bom começo pra fazer um novo fim.

Clara Cuevas


lar doce lar