por uma vida menos ordinária
eu também vou reclamar:


La maza






***Silvio Rodriguez, na voz da Mercedita, claro!


Si no creyera en la locura
de la garganta del sinzontle,
si no creyera que en el monte
se esconde el trigo y la pavura...

Si no creyera en la balanza,
en la razón del equilibrio,
si no creyera en el delirio,
si no creyera en la esperanza...

Si no creyera en lo que agencio,
si no creyera en mi camino,
si no creyera en mi sonido,
si no creyera en mi silencio...


***

¿Qué cosa fuera, qué cosa fuera la maza sin cantera?
un amasijo hecho de cuerdas y tendones,
un revoltijo de carne con madera,
un instrumento sin mejores resplandores
que lucecitas montadas para escena...
¿qué cosa fuera, corazón, qué cosa fuera?
¿qué cosa fuera la maza sin cantera?
un testaferro del traidor de los aplausos,
un servidor de pasado en copa nueva,
un eternizador de dioses del ocaso,
júbilo hervido con trapo y lentejuela . . .
¿qué cosa fuera, corazón, qué cosa fuera?
¿qué cosa fuera la maza sin cantera?
¿qué cosa fuera, corazón, qué cosa fuera?
¿qué cosa fuera la maza sin cantera?



***

Si no creyera en lo más duro,
si no creyera en el deseo,
si no creyera en lo que creo,
si no creyera en algo puro...

Si no creyera en cada herida,
si no creyera en lo que ronde,
si no creyera en lo que esconde
hacerse hermano de la vida...

Si no creyera en quien me escucha,
si no creyera en lo que duele,
si no creyera en lo que quede,
si no creyera en lo que lucha...



São desses olhos que sinto falta. Essa visão de mundo. Quem nem é visão. Posto que a visão é induzida.
É o ser .



Depois do conflito oficial, sobrou um mundo. Perdido. Maltratado. Cinza. Marrom. Um nada.
Tem bicho, tem gente. Tem bicho-gente. Gente dormindo no chão.
Bicho brincando com as sobras do que um dia foi esta grande civilização.
Civil mesmo eram as vítimas. Os mortos. Os desesperados. Os sem-nada.

Gente chorando. Roubando. Saqueando os corpos. Urubus aguardam sem maiores preocupações.
A criança não se dá conta. Olha ao redor, só olha. Se abaixa, pega qualquer barro sujo do chão e recomeça.
Não sabe que a guerra é besta. E nem que sua simples iniciativa é o que constrói o mundo a cada momento.
Ela conhece a dor, o sofrimento, a fome. Mas não sabe dos motivos, das índoles, dos valores, não sabe de nada.

Não precisa.

E eu e você?


*Essa menininha é realmente muito parecida comigo na infância. Muito.


eu também vou reclamar:




***de um testemunho agnóstico me fez um coração de pedra!





o coração é velho
por que cresci sozinha
na boa na minha

foi assim,
nessa imensidão de mundo
(que de céu não tem nada)

deus quis
e eu deixei
de repente fez-se solidão

hoje é diabo pra lá
anjinho pra cá

eu a santa

eu e deus

Clara Cuevas


[...] Y con amor canto yo esta canción
Africa Bamba hace un lado a la tristeza
Y otra más dulce no la podras encontrar!
Oye eso y te va sentir feliz!



- Africa Bamba / Santana



eu também vou reclamar:






E a gente se ilude dizendo
já não há mais coração!


eu também vou reclamar:


Isso de querer ser
aquilo que se é
ainda vai nos levar além


Meu pai Leminsky


-Ô pai, e onde é que fica esse tal de além?


Percebi uma coisa muito legal esses dias, se de fato as coisas legais acontecem quando menos se espera, nesta lógica, esperar é fazer tardar as coisas, certo?

[Esperar não amarra a apenas tua língua, imobiliza o universo e transforma tudo em nada: lago de água salobra onde já existe uma superpopulação de idiotas.]

Percebi que tem muita gente que só é um amontoado de superego + um idi idiota andando frustrado pela XV.
Gente distraída com a existência. Sem mais.
De gente infeliz com o sistema mas que não se vê fora dele.
De gente que vive pra sobreviver.
(O termo talvez fosse "subviver")
Não existe culpa, são as gerações, os costumes.
Eu compreendo. São todos filhos de seu tempo.

- Seu tempo não!!! SENHOR TEMPO!


O que fazer com os cegos que não querem ver?
- Não faça nada, é de direito.
- Deixa ele, é o jeito dele!


/ quem sou eu pra falar com deus? / ele cuida das suas coisas / que das minhas cuido eu /


Heidegger falou assim: A filosofia é essencialmente inatural porque pertence a essas raras
coisas, cujo destino é nunca encontrar uma ressonância imediata em seu próprio hoje e
também de nunca ter o direito de encontrar uma ressonância.

Já ouviu falar que a solidão é o preço que o indivíduo paga pra ser o que é?

Um imposto por uma existência digna e quem sabe autêntica.

Uma viadisse só!!

E a ressonância? E o destino? E a resposta?

Não, aqui não vai encontrar respostas, vai encontrar perguntas.

Porém, eu sou toda ouvidos.



- Cansei dessa palhaçada.

****

- E agora, Mafalda?




- Clarita, vai dormir.


lar doce lar