por uma vida menos ordinária
eu também vou reclamar:


Meninas Israelenses escrevem mensagens para civis Libaneses
















Mensagens enviadas com sucesso!













GOSTOU? SAIBA MAIS EM:


http://resistir.info/moriente/ajuda.html


A quién tocará esta vez
para echar a correr y escapar de este lobo
o quién mirará con terror
la muerte, la angustia y el polvo.

A quién morderá la verdad
de si instinto animal, obscureciendo el cielo
o quién buscará la mitad
de su libertad por el suelo.

Y quién perderá la memoria
en un mundo que apaga la luz
que se esconde como el avestruz
y pretende pensar que jamás llegará
a su guarida el lobo.


A quién pensará liberar
esta bestia fatal con disfraz de cordero
a quién proteger y abrazar
a quién triturando lo huesos.

A quién pensará convidar
a la complicidad del poder y el dinero
a quién borrará de esta faz
mintiendo la paz deotro pueblo .
.

Música de Alejandro Filio / A quién?



*Contribuição fotos lafogata.org


Clara Cuevas



eu também vou reclamar:




**


Andar 10 minutos de ônibus e 5 a pé.
Esperar meia hora e fazer o percurso em 12 minutos.
Ficar duas horas na fila e sair em 8 minutos.



- Espere!








R O M P A O L A C R E

P U X E A A L A V A N C A

E M P U R R E A J A N E L A



' '

vazio agudo
ando meio
cheio de tudo

' '








"

[...]

por fim
acabamos o pequeno poeta de província
que sempre fomos
por trás de tantas máscaras
que o tempo tratou como a flores.."



P.L


No hay garantia, hay yo nomas.


Clara Cuevas


eu também vou reclamar:





Argentina -17/ 07

'Que ha de ser de la vida si el que canta
no levanta su voz en las tribunas
por el que sufre,´por el que no hay
ninguna razón que lo condene a andar sin manta

Que se levanten todas las banderas
cuando el cantor se plante con su grito
que mil guitarras desangren en la noche
una inmortal canción al infinito'.


Imágen: Alumnos de la Escuela de Bellas Artes Carlos Morel en una jornada de arte sobre la calle Sarmiento.





Si se calla el cantor . . . calla la vida.


eu também vou reclamar:




O mais terrível

O mais terrível não era a menina me chamando de "tio" e pedindo um trocado,
ela de pé no chão no asfalto e eu no meu carro de bacana. O mais terrível
não era eu escolhendo a cara e a voz pra dizer que não tinha trocado,
desculpe, como se a vergonha tivesse um protocolo que a absolvesse. O mais
terrível foi que ela cuspiu na minha cara. O mais terrível foi que ela era
tão pequena que a cusparada não me atingiu.
Somos boas pessoas, bons cidadãos e bons pais, mas somos tios relapsos.
Nossas sobrinhas e sobrinhos enchem as ruas de nossas cidades, cercam nossos
carros, invadem nossas vidas e insistem que são nossa família, e não temos
nada para lhes dar ou dizer, além de esmola ou "desculpe". Na família
brasileira "tios" e sobrinhos têm um dialogo de ameaça e medo, revolta e
remorso, e poucas palavras. Nenhum consolo possível, nenhuma esperança,
nenhuma explicação. O que dizer a uma sobrinha cuja cabeça mal chega a
janela do carro e tenta cuspir na cara do tio? Feio. Falta de educação.
Papai do céu castiga. Paciência, minha filha, este é apenas um ciclo
econômico e a nossa geração foi escolhida para este vexame, você aí desse
tamanho pedindo esmola e eu aqui sem nada pra te dizer, agora afasta que
abriu o sinal. Não pergunte ao titio quem fez a escolha, é tudo muito
complicado e, mesmo, você não entenderia a teoria. Vá cheirar cola, para
passar. Vá morrer, para esquecer. Ou vá crescer, para me matar na próxima
esquina.
A história, dizem, terminou, e os mocinhos ganharam. Os realistas, os
antiutópicos, os racionais. Ficou provado que a solidariedade é antinatural
e que cada um deve cuidar dos apetites dos seus. Ou seja: ninguém é "tio" de
ninguém. A família humana é um mito, o sofrimento alheio é um estorvo e se a
miséria à tua volta te incomoda, assina a TV a cabo. Ninguém é insensível,
dizem os mocinhos, mas a compaixão não funciona. Todos esses anos de
convivência com a dor dos outros, que deviam ter nos educado para a
compaixão, nos educaram para a autodefesa, para cuspir primeiro. Os bons
sentimentos faliram, dizem os mocinhos. Confiemos o futuro ao mercado, que
não tem sentimentos, que tritura gerações entre seus dedos invisíveis, pra
que se envolver? Afasta do carro que abriu o sinal.
Mas mais terrível do que tudo é eu ficar aqui, escolhendo frases para encher
o papel, até cuidando o estilo, já que é domingo. Como se fizesse alguma
diferença. Como se isso fosse nos salvar, o tio da sua impotência e
cumplicidade e a sobrinha anônima do seu destino. Desculpe.

Luis Fernando Veríssimo (segundo o Pepe)





Ela estava bem com a janela fechada. Pois os gritos não entravam.
Nem as mãos, nem a fome, o choro.
Desespero não se via, nem peste, tosse, ferida.
Pela janela não entrava nada, nem a música, nem a luz.
O que se via ali, era apenas a luz colorida que mudava de cor.
Enquanto isso, arrebentavam as portas. Quebravam paredes.
Ela não ouviu nada. Só sentia a umidade, um pouco de frio e compaixão.
Pois a vida é dura dentro da televisão.

O mundo acabava lá fora e Luiza aos prantos pela morte de Helena.


Quanto custa uma janela vazia?


Clara Cuevas



eu também vou reclamar:


SONHO DE FERA




TÁ MAS CADÊ A FERA?



" Las máscaras habían nacido en el firmamento.
Un día decidieron bajar a la Tierra para cumplir su sueño: conocer a los Hombres.
Durante muchos días recorrieron la superficie de los mares, valles y montañas,
hasta que por fin pudieron conocerlos y supieron que sólo ellos poseían algo maravilloso."


(del libro: el sueño de las máscarasde Marta Rivera Ferner y Alberto Urcaray )



Meu Amigo***


Meu Amigo, não sou o que pareço. O que pareço é apenas uma vestimenta
cuidadosamente tecida, que me protege de tuas perguntas e te protege da minha negligência.

Meu Amigo, o Eu em mim mora na casa do silêncio, e lá dentro permanecerá para sempre,
despercebido, inalcançável.

Não queria que acreditasses no que digo nem confiasses no que faço pois minhas palavras
são teus próprios pensamentos em articulação e meus feitos, tuas próprias esperanças em ação.

Quando dizes: "O vento sopra do leste", eu digo: "Sim, sopra mesmo do leste" - pois não queria
que soubesses que minha mente não mora no vento, mas no mar.

Não podes compreender meus pensamentos, filhos do mar, nem eu gostaria que compreendesses.
Gostaria de estar sozinho no mar.

Quando é dia contigo, meu Amigo, é noite comigo. Contudo, mesmo assim falo do meio-dia que dança
sobre os montes e da sombra de púrpura que se insinua através do vale: porque não podes ouvir as canções de
minhas trevas nem ver minhas asas batendo contra as estrelas e eu prefiro que não ouças nem vejas. Gostaria de
ficar a sós com a noite.

Quando ascendes a teu Céu, eu desço ao meu Inferno - mesmo então chamas-me através do abismo
intransponível, "Meu Amigo, Meu Companheiro, Meu Camarada", e eu te respondo: "Meu Amigo, Meu Companheiro,
Meu Camarada" - porque não gostaria que visses meu Inferno. A chama queimaria teus olhos, e a fumaça encheria
tuas narinas. E amo demais meu Inferno para querer que o visites. Prefiro ficar sozinho no Inferno.

Amas a Verdade, e a Beleza, e a Retidão. E eu, por tua causa, digo que é bom e decente amar essas coisas.
Mas, no meu coração rio-me de teu amor. Mas não gostaria que visses meu riso. Gostaria de rir sozinho.

Meu Amigo, tu és bom e cauteloso e sábio. Tu és perfeito - e eu também, falo contigo sábia e cautelosamente.
E, entretanto, sou louco. Porém mascaro minha loucura. Prefiro ser louco sozinho:

Meu Amigo, tu não és meu Amigo, mas como te farei compreender? Meu caminho não é o teu caminho.
Contudo juntos marchamos, de mãos dadas.


Palavras de Khalil Gibran. Homem do precioso Líbano (que sangra).


Quis colocar algo bem simples. Afinal somos todos filhos da instituição social mesmo...




Estas são as máscaras. Escolha a sua.


.


Eu sei que atrás dessa cerveja, dessa pinga, desse carro, desse conhaque tem uma criança
que não sabe o que faz.



Deixa disso...




Vamos brincar.

.

.


Clara Cuevas



eu também vou reclamar:






Hoje a natureza me bulinou! E eu deixei...
Senti as mãos de deus entre os seios, eram folhas secas caídas das árvores.
Se deixavam levar pelo vento doce que me beijava os lábios.
Tinha um sabor de inverno que me despia. Foi divertido.
Bagunçava o meu cabelo, eu nem arrumava mais!
O que fazer? Era deus esperando o ônibus comigo.
Estava vestido de vento. Ninguém viu.

Nem eu.


Clara Cuevas


**A menina era tão vulgar! Que eu, ainda que totalmente nua, estava muito mais bem vestida que ela!




eu também vou reclamar:





'Campesino, cuando tenga la tierra
sucederá en el mundo el corazón de mi mundo
desde atrás de todo el olvido secaré con mis lágrimas
todo el horror de la lástima y por fin te veré,
campesino, campesino, campesino, campesino,
dueño de mirar la noche en que nos acostamos para hacer loshijos,
campesino, cuando tenga la tierra
le pondré la luna en el bolsillo y saldré a pasear
con los árboles y el silencio
y los hombres y las mujeres conmigo'.




**cuando tenga la tierra / D. Toro / A. Petrocelli


lar doce lar