| por uma vida menos ordinária |
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eu também vou reclamar:
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Sexta-feira, Setembro 29, 2006
by Clara Cuevas
PUNGAQuerem comprar meu silêncio Com promessas baratas Pessoas mesquinhas Com problemas menores Com cabeças menores Com valores menores Querem ganhar minha fala Querem roubar minha vez Sem técnica nem prática Sem teoria, sem didática Querem que eu suma Querem que eu aprenda A ser apenas mais uma Querem que eu finja Querem que eu faça Calhordas! Mantidos Por porcos bandidos Por falsas gravatas De seda barata Por luxo, por sede Papel de ouro verde Querem que eu cale Na falta de votos Na escassa vitória Dos fracassados natos Querem que eu me acostume Com o escárnio do mundo Com a invalidez dos cegos Que não querem ver Quero que morram todos Um por um! Enforcados na própria gravata Sufocados pela moeda cretina Comidos pelas baratas e Pelas próprias doutrinas Quero que sejam banidos Pela piedade divina Mas antes disso repudiados Pelas justiças da vida. Clara Cuevas/2003 Esse poema foi feito minha gente, em 2003. E não é que ainda vejo sentido nele? Eu não consigo votar. Queria não ir pras urnas. Queria confiar na desobediência civil. Mas o que fazer com toda liberdade do mundo?
Se já somos prisioneiros de nós mesmos, e nem liberdade temos para sê-los, sermos, sendo! Sangue, suor e barricadas?! Trabalho logo existo. - Ô disgrama!!!! Clara Cuevas eu também vou reclamar:
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Terça-feira, Setembro 26, 2006
by Clara Cuevas
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Domingo, Setembro 24, 2006
by Clara Cuevas
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Quinta-feira, Setembro 21, 2006
by Clara Cuevas
C.Cuevas: Os sem-princípios da Revista HistóricaAprendemos que a neutralidade não existe. Mas ainda é arriscado dar a cara à tapa. É mister estar certo, embasado nas pesquisas sérias de pessoas sérias, de instituições sérias e de respaldo (se possível) científico (e sério, claro) e agora sem ignorar a subjetividade, a micro-história e até a cultura popular. E agora, Monod? Nos últimos tempos o leque para o que se considera "fonte" em relação à história se abriu muito. Logo tudo tem história, é história e faz parte de uma. E o que há de tão errado nisso? Pensemos se isso tivesse sido valorizado desde o início, o quão mais rica seria a história. Há quem veja conflito neste processo. Em vez de utilizar as duas vertentes como ferramentas complementares, não, utilizam como conflituosas. E há tanta discussão sobre isso que os temas deixam de ser ferramentas pra virar disciplina, instituição. É claro que existem conflitos, mas não justificam qualquer intenção de segregar a produção histórica. Cabe ao historiador, ainda incentivado pela curiosidade de conhecer a história passada, estudá-la e analisá-la sem esquecer que vive num contexto também histórico, chamado "presente", ele é portanto, tão personagem como foi o camponês, o Napoleão, ou a mulher medieval que ele tanto estuda. Quem é que produz história com a consciência de que também é personagem desta? Quem é que vive com a sensação de que está em um momento histórico sem precisar ligar a televisão ou abrir um jornal? Há todo um contexto social construído nesta questão, mas é tema para um outro texto. Há um descontexto. Produzimos história a toda hora, sem devida ciência! (ciência do ato de estar ciente, por favor). É um descontexto do sujeito, que se vê produtor de histórias que não são vividas por ele. E a vivida por ele é escrita por quem? Por outros sujeitos descontextualizados de sua existência histórica. Mas também, preocupados com conceitos mínimos, tão vastos, infinitos e embolados, que assolam o fazer histórico há anos, fica difícil perceber esse contexto. Essa preocupação toda baseada nos supostos conflitos já pode começar a se amenizar, já que aprendemos que não há verdade absoluta, bem como a neutralidade é utopia, da mesma forma que o "tudo é relativo" deve ser bem questionado e que toda objetividade exige uma subjetividade, e vice-e-versa. Faço votos para que passemos a usar estes artifícios levando em conta suas próprias histórias. Mesmo por que sem estas, eles não seriam nada! Levando em conta os métodos, as fontes, os objetos e o próprio sujeito produtor da história. Acompanhados de seus respectivos contextos formadores. Que apesar de não serem contemporâneos entre si, não são necessariamente antiquados. Ainda assim é preciso entender o homem no seu devido tempo! É indiscutível a relação entre um pensamento e outro. Ainda que esta relação seja justamente a antítese. Que a história seja livre, sem se preocupar com objetivos de progresso, nem de ter qualquer responsabilidade sobre nada ou alguém. Mesmo por que isso é função vista do homem para com a história e ela que eu me lembre, não disse nada. Ser universal, esta é a moda atual. Um slogan historiográfico longe de virar revista.
NÃO DEIXE A HISTÓRIA MORRER!!!! **Paráfrase de Os princípios da Revista Histórica., n 258,Abril-Junho de 1976.,pp. 322-324(extractos) (Retomada do texto original do Manifesto, de 1876: G.Monod, Do Progresso aos estudos históricos em França.) Clara Cuevas eu também vou reclamar:
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Sábado, Setembro 16, 2006
by Clara Cuevas
Anomalias perdidas**Mais uma daquelas aberrações voadoras do caderno de história. A priori; A posteriori; Há porqueriori? - - - - - - - Sou sua máquina de sexo Clique aqui. - Ele quer o ópio? O homem a frente de seu tempo: - Ah, nós temos uma estrutura essencialmente religiosa, não é mesmo? (disse o plebeu rindo ao seu senhor feudal numa tarde típica de Lyon) - Sabe o a fresco, você pinta, daí seca, daí sabe aquela camada fina que fica por cima? Pois bem, isso é a verdade. As melhores palavras nascem do fruto de uma afrustração. APÁTICA: .Não tenho bulimia, pois escrevo. As explosões são altas, as depressões profundas. Entre existir ou não, há um período inventado por uma suposta consciência que nos faz sentir ( já que as reações químicas ocorrem na cabeça) que somos qualquer coisa que almejamos ser. É uma constante farsa, mas não tão dura, já que você acredita nela e o resto do mundo nunca vai saber. - Tudo ciclo do carbono mesmo! As vezes dá vontade de acreditar em algo mais profundo, mas não precisa. Se há algo é o vazio, vazio ás vezes difícil de engolir. O que me nutre me destrói e eu acabo pesando o mesmo.
- Mãe, este é o meu saco de compras. Diga Oi. Isso. Agora clique enter. Clara Cuevas eu também vou reclamar:
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Terça-feira, Setembro 12, 2006
by Clara Cuevas
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