por uma vida menos ordinária
eu também vou reclamar:


.


Eu tô de saco cheio dessa gente:
Que usa e desusa a gente;
- Olha Clara, agora você me serve e eu te amo.
- Mas nessa linha você não me serve mais.
- Você tem que pagar a taxa.
- Mas desse direito você está isenta.
- Eu te e-xtraño.
- Me liga, porque eu não te ligo.
- A gente nunca se vê. Pois moramos perto.
- Eu posso mudar, eu já sou outro.
- Será que se eu te der um doce, você gosta mais de mim?
- Eu prometo.
- Ele rouba, mas faz.
- Quer ser minha amiga?
- Nunca te visitei e sou sua vizinha.
- Faz tempo que não te vejo, mas não te esqueci.
O que importa agora?
Seremos sempre menos e sempre e-mais.
Tudo muda, tudo individual. Eu fui sempre eu mesma. Mas adoro dividir um prato de comida.
Rachar um mate, tomar tereré com todo o mundo junto conversando, comer de colher,
prefiro suco que refrigerante e se não sinto falta, vou continuar não dizendo e
continuar não sentindo.
Tenho dois amigos, minhas piras, minhas músicas. Minha vontade infinita de dançar.
Minha paixão única, meu amor infinito pela nossa América.
O resto é enganaçao, passa-tempo.
Coisinha que as vezes me canso de jogar.


PARADA CARDÍACA

Essa minha secura / Essa falta de sentimento /
Não tem ninguém que segure / Vem de dentro /
Vem da zona escura / Donde vem o que sinto /
Sinto muito / Sentir é muito lento .

Paulo Leminski





"Peca quem mente, diz Ernesto Cardenal, porque rouba a verdade das palavras."
Eduardo Galeano - O livro dos Abraços.


POR FAVOR, RESPEITEM AS PALAVRAS.


Clara Cuevas



lar doce lar