por uma vida menos ordinária
eu também vou reclamar:


.




Eu vim ao mundo pra dançar. O resto é tudo vaidade.

As moralidades,
as relações humanas,
as mentiras,
as promessas,
a sandália arrebentada,
as distâncias.

Tudo inexiste se a priori danço. E se a posteriori danço mais. Sem nenhum porquêriori inútil.

"Ó principes, meus irmãos,

Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?

Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?

[ ...]

vil no sentido mesquinho e infαme dα vilezα."

*Fernando Pessoa


Sifudê. Né.


Clarita


eu também vou reclamar:


.


Por el suelo hay una compadrita
Que ya nadie se para a mirar
Por el suelo hay una mamacita
Que se muere de no respetar.
Pachamama te veo tan triste,
Pachamama me pongo a llorar...
Esperando la última ola
Cuidate no te vaya a mojar
Escuchando la última rola
Mamacita te invito a bailar...
Por el suelo camina mi pueblo,
Por el suelo hay un agujero,
Por el suelo camina la raza,
Mamacita te vamo a matar...
Esperando la última ola
Pachamama me muero de pena
Escuchando la última rola
Mamacita te invito a bailar...
Por el suelo camina mi pueblo
Por el suelo moliendo condena
Por el suelo el infierno quema
Por el suelo la raza va ciega...
Esperando la última ola
Pachamama me muero de pena
Escuchando la última rola
Mamacita te invito a bailar...

Por.el.suelo,Manu Chao



Mujer Andina, Cuzco - 1935


Eu vivo em um mundo tâo efêmero, tão cru, tão sujo, tão relativo, tão tão tão, que de dentro dele, como um feto, olho, olho e olho nomas.
Até pra escrever só fico olhando. Eu olho o Pampa. Ele olha pra mim. Eu pergunto, mas os Andes não dizem nada.
O Vilcanota ressona tranqüilo, até um vulcão acordar. A única matéria uníssona no mundo, que nem matéria é direito, é isso que posso chamar de natureza.
E os homens mais próximos dela. Seja os que plantam coca ou os que fumam maconha. Beber a água do rio, tomar a água do mar.
Yo tengo en el alma una condena que siempre me echa a caminar.
Num mundo cada vez mais metálico e cheios de parafuso, chips, radiação e a concha-de-la-madre-virtual, eu só quero me enfiar na saia da Pachamama.
Dançar com os tambores da rebelião. Dançar com os negros da rebelião. Com os índios da rebelião.
Dançar com suas crianças. Tomar mate. Comer chipa. Dormir na rede. Te ver feliz.


...Mamacita te vamo a matar...


Clarita



lar doce lar