| por uma vida menos ordinária |
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eu também vou reclamar:
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Sexta-feira, Abril 27, 2007
by Clara Cuevas
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Curytiba: muito pinhãoMeus amores, quis trazer as fotos de um e-mail que recebi: Nossa Curytiba nos anos 60. Quem diria!
Boca Maldita
Praça Tiradentes
Hospital das Clínicas
Praça Osório
Praça Rui Barbosa Foi a boca maldita do Paulo Leminski que me comentou sobre a nossa vaga existência: o rolo compressor da mesquinha sobrevivência nos dias atuais . Fazendo assim uma vida sem a mínima noção construímos cidades, famílias, instituições. Mas Ferreira Gullar uma vez me disse assim: "A história humana não se desenrola apenas nos campos de batalhas e nos gabinetes presidenciais. Ela se desenrola também nos quintais, entre plantas e galinhas, nas ruas de subúrbios, nas casas de jogos, nos prostíbulos, nos colégios, nas usinas, nos namoros de esquinas. Disso eu quis fazer a minha poesia. Dessa matéria humilde e humilhada, dessa vida obscura e injustiçada, porque o canto não pode ser uma traição à vida, e só é justo cantar se o nosso canto arrasta consigo as pessoas e as coisas que não tem voz". Esse não é curitibano não, é maranhense e meus olhos debruçados sobre seus poemas brilham de amor e surpresa a cada letrinha como os olhos de quem lê Leminski ou Trevisan. Gosto de ler Curitiba, mas não esqueço do Nordeste, de São Paulo, de Minas. Do Brasil. Brilham os olhos de quem vê a passagem do tempo sem ficar parado nele. História: seus produtos e produtores. o novo não me choca mais nada de novo sob o sol apenas o mesmo ovo de sempre choca o mesmo novo Mas eu queria era falar de Curitiba. Curitibinha, essa província tão única. Completando os sete anos de namoro com ela, só amo cada vez mais essa cidade, não pelas suas obras e suas estruturas, mas pelos seus personagens, seus dias gelados, pelos seus loucos que de frios não têm nada. No centro a gente vê sempre o mesmo mendigo com jeito de gênio da lâmpada e com seu cachimbo, a louca das boas verdades que sai gritando aí seus discurso de desobediência civil dando tiros invisíveis nos ônibus, os hippies uruguaios e argentinos. Nordestinos. Suas senhoras-curitibanas. Seus músicos. Seus pinhões. 8. parem eu confesso sou poeta cada manhã que nasce me nasce uma rosa na face parem eu confesso sou poeta só meu amor é meu deus eu sou o seu profeta . Curitiba tem acima de tudo seus estrangeiros. Toda essa gente que nasceu, veio, e se foi. Essa vida é uma viagem. Pena eu estar só de passagem. em negrito os poemas são do Paulo Leminski Clara Cuevas PS: quatro dias sem te ver e não mudaste nada falta açúcar na limonada me perdi da minha namorada nadei nadei e não dei em nada sempre o mesmo poeta de bosta perdendo tempo com a humanidade eu também vou reclamar:
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Terça-feira, Abril 24, 2007
by Clara Cuevas
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Terça-feira, Abril 24, 2007
by Clara Cuevas
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eu também vou reclamar:
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Sexta-feira, Abril 20, 2007
by Clara Cuevas
"A humanidade perdeu os valores!"(Hobbes tem razão) - Sua besta, ela nunca os teve. Eu descobri que não tem coisa pior do que a raça humana. Nem tô falando dos estupros e assassinatos, digo do nosso especismo em si. E até me desintegrar em pequenos pedaços de carbono novamente, nada me resta além de conviver com isso. Sou humana, apesar de monstra. Não tem nada mais especista do que um ser humano, mais covarde, mais sujo, mais antinatural. O pansexual; imagine você, uma cabrita, sendo comida por um ser horroroso, com um pinto minúsculo, sem nenhuma garra, pêlo ou força animal. Chamo o homem de antinatural porque ele é único que trocou sua natureza por seu mundo inventado. Ele construiu e vive este mundo. A natureza em si não tem espaço nele. O homem é o único que mente. Quem dera, ainda bem é o único que fala. E vem gente me falar de caráter! Convivendo com humanos todos os dias, comendo carne bovina, suína e vendo o documentário " Terráqueos" só consigo me enojar da minha espécie. Gente especista da porra! Para os animais nada resta: ou são amados pelos humanos a ponto de serem comidos por eles, ou se tornam o mundo "underground" do planeta, e se não importa pra nós, que se foda! Esse é mais do que um protesto de "salvem as baleias!" é um vômito. Posso virar preta, branca, homem, loira mas nada me tira a condição de humana e algo que contradiza isso é pura ilusão. E não, não sou emo o suficiente pra me matar. Talvez este seja o famoso pecado original. Olhe ao redor. Só olhe. Agora pode vomitar.
"Uma ida ao manicômio mostra que a fé não prova nada". Nietzsche Clara Cuevas eu também vou reclamar:
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Quarta-feira, Abril 11, 2007
by Clara Cuevas
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