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eu também vou reclamar:
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Segunda-feira, Janeiro 28, 2008
by Clara Cuevas
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O cemitério é geral
A morte nos faz irmãos
Tu nessa idade e não sabes
Tudo é sertão e cidade
Tudo é cidade e sertão
Campina grande - vereda geral
(...)
Tudo é interior tudo é interior
Tudo é interior tudo é interior
Tudo é interior tudo é interior
Interior interior
Interior interior
Inté a capital inté a capital
Que babiloniou que babiloniou
Belchior - Cemitério
eu também vou reclamar:
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Quarta-feira, Janeiro 23, 2008
by Clara Cuevas
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Uma rua, um campo, uma paisagem,
tiram fotos, passam, amam,
voltam e vão.
Estrada nua, um cigarro, viagem,
noite suada, vermelha e fria,
um vazio típico da profissão.
foto: Alessandra Negrini - Revista Playboy, Abril de 2000
Clara Cuevas
eu também vou reclamar:
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Segunda-feira, Janeiro 21, 2008
by Clara Cuevas
vai morrer todo o mundo abraçadinho.
- A vida é assim, meu filho, o Dahmer não errou quando disse que a amizade
é medida pelo tempo que o teu amigo demora pra comer tua mulher.
Clara Cuevas
eu também vou reclamar:
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Terça-feira, Janeiro 15, 2008
by Clara Cuevas
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1959 - Cuba
Arrímese mas pa' ca
aquí donde el sol calienta,
si uste' ya está acostumbrado
a andar dando volteretas
y ningún daño le hará
estar donde las papas queman.
Usted no es na'
ni chicha ni limoná
se la pasa manoseando
caramba zamba su dignidad.
La fiesta ya ha comenzao
y la cosa está que arde
uste' que era el más quedao
se quiere adueñar del baile
total a los olfatillos
no hay olor que se les escape.
Si queremos más fiestoca
primero hay que trabajar
y tendremos pa' toítos
abrigo, pan y amistad
y si usted no está de acuerdo
es cuestión de uste' nomás
la cosa va pa' delante
y no piensa recular.
Ya déjese de patillas
venga a remediar su mal
si aquí debajito 'el poncho
no tengo ningún puñal
y si sigue hociconeando
le vamos a expropiar
las pistolas y la lengua
y toíto lo demás.
Victor Jara - 1970
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eu também vou reclamar:
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Quarta-feira, Janeiro 02, 2008
by Clara Cuevas
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vidas breves
Ficou pasma pensando em como os adultos conseguem chegar a tal idade sem viver. A vida devia passar de acordo com as cotas mínimas de felicidade, pensava.
Sentia que aos 6 anos já tinha muita felicidade dentro de si, já tinha conhecido tantos lugares, tinha amado tantas pessoas e continuava a amá-las sem conhecê-las, sem sair de casa, sem precisar de nada.
"Amo como gente grande" dizia e os adultos todos achavam muito bonitinhos seus dizeres sábios e olhinhos brilhantes cor de jabuticaba, lhe davam um beijo e iam trabalhar em suas forcas enquanto ela seguia vivendo e vivendo e vivendo junto com o mundo inteiro que rodava e rodava e dava voltas e andava em círculos como que buscando e perdendo a si mesmo.
Ciranda muito bonita, simples e infantil, às vezes áspera, dura, feia, mas sempre rítmica, vivia ela sempre distrída em dança e música.
Tropeçando numa reflexão qualquer sentiu passar seus 20 anos como se fossem nada, como si fuera un soplo la vida.
Sentiu não viver nada, sentiu o frio do sopro na espinha, sentiu um frio na vida, o tempo então lhe teria feito mais que cosquinhas desta vez, mais que arrepio, o tempo lhe fez um chupão para que se lembrasse sempre. Tímida continuou dançando. Adulta, velha mas sempre viva. Pequena super-nova, não sabia de nada mas sabia.
Clara Cuevas
Foto: Chiapas, México - 2005
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